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domingo, 4 de outubro de 2015

Historia I - Atividade em grupo

A infância é tida, segundo Philippe, à partir da necessidade de se doutrinar  a sociedade dentro de suas crenças, e assim torna-las mais fortes. Ainda no século XVI já havia citações e alguns autores permeavam à cerca da infância, mas cada um à sua definição, atendendo aos seus interesses, concordando esporadicamente que alguns ensinamentos básicos devem ser dados ainda cedo. Tal estatuto, ainda sem nome, surge da necessidade de educar estas crianças segundo suas leis, e, caso falhem por decorrência da natureza dos homens, colocasse-o a culpa na má índole. Via-se a necessidade também de separar esta juventude dos adultos pois eles é quem acobertavam e ‘apoiavam’ a maldade destes jovens. Surge então no século XVIII as primeiras ‘escolas’ ou internatos sob a perspectiva de que deve-se haver esta separação para um melhor aprendizado.  A família adentra então na educação de forma a vigiar o ensinamento  e a conduta dos filhos de acordo com as regras destes internatos, e à mãe é dada a chefia da família desde que ela seja resiliente à sua vontade.  As definições de termos de ‘criança’, ‘meninice’ e ‘juventude’ são dadas especificamente à classes sociais mais elevadas, ficando à classes inferiores o mesmo tratamento dado aos adultos, inclusive no que se refere roupas, formas de divertimento e trabalho, não tendo então acesso a esta forma de ‘pedagogia’ do século XVI.


À seguir pinturas do século XVI retratando a forma de vestimenta destas crianças como adultos em miniaturas e as primeiras roupas infantis. (Para classes da burguesia, uma vez que as classes sociais inferiores não eram retratadas na pintura).



segunda-feira, 7 de setembro de 2015

História I

Escolarização, Espaço e Tempo na Perspectiva Histórica : Memórias e Identidades. De: Simone Valdete dos Santos.


Esse texto proposto para o primeiro encontro tem várias definições e conceitos como:

Recordar é viver - O ditado popular que nos mostra a capacidade de lembrar está vinculada às nossas vivências, que lembramos situações mediante nossas experiências imediatas. 
A afirmação de Ecléa Bosi reforça esclarece: “A lembrança é uma imagem construída pelos materiais que estão agora a nossa disposição, no conjunto de representações que povoam nossa consciência atual”(1983). Já, Norbert Elias evidencia: "Cada ser humano, partindo de um ponto único dentro da sua teia de relações, percorre através de uma história única um caminho ao encontro da morte." (1993, p.40).
Que recordar é viver, certamente, porém o texto busca que o leitor pense sobre a relação de uma memórias individuais e as memórias coletivas. Quando sita uma canção que pode evocar memórias de toda uma geração e como uma imagem para determinado povoado
 A memória coletiva pode assumir vários significados entre pessoas de mesma idade, de mesmo sexo, moradoras de determinado lugar, ativistas políticos de um mesmo grupo, entre outras múltiplas possibilidades de articulações. 
E quando fala em articulações acho que o texto entra no confronto das várias formas de informação e a velocidade que hoje se tem uma informação. Qual a sua origem? a versão é verdadeira? quem viveu isso ou aquilo? O texto busca a ideia de valorizar a quem viveu a história e que conte sem a interpretação de terceiros. “Teme-se que a cultura de massa empobreça ‘nossas memórias originais’ e que uma versão mais homogeneizada tome seu lugar. 

"Não recordar é viver. - A memória é seletiva sim e  algumas lembranças devem ir ao esquecimento, recordar pode trazer muito sofrimento para um indivíduo ou para um grupo em determinadas situações e o ato de "esquecer" corresponde à resistência, a sobrevivência do grupo diante das mágoas vividas. 

"Recordar é ser"  As memórias sacramentam a existência e o pertencimento a determinado grupo, com seus rituais, seus costumes, seus credos, sua etnia própria. 
Para Rousso (2000) a memória é: "uma reconstrução psíquica e intelectual que acarreta de fato uma representação seletiva do passado, uma passado que nunca é aquele do indivíduo somente, mas de um indivíduo inserido num contexto familiar, social, nacional. Portanto toda memória é, por definição, ‘coletiva’, como sugeriu Maurice Halbwachs. Seu atributo mais imediato é garantir a continuidade do tempo e permitir resistir à alteridade, ao "tempo que muda", às rupturas que são o destino de toda vida humana; em suma, ela constitui - eis uma banalidade - um elemento essencial da identidade, da percepção de si e dos outros. " (p.95, grifos meus)

A memória se produz a todo instante e esta em constante produção de registros que serão memórias individuais ou coletivas, estão após em um processo de lembrar e esquecer, de constituir identidades, de registrar as lembranças e valorizar os registros, que garantira o SER político e social, a ponderando para diversas possibilidades e entendimentos sobre a vida.  

O texto traz a caminhada dos  profissionais da educação e a importância de escreverem sobre suas lembranças, seus processos de construção de formação contínua dos professores. O processo de “olhar para si”  “olhar e constituir” o seu objeto.